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Londres recebe Olimpíadas de 2012 com novos hotéis

Londres recebe Olimpíadas de 2012 com uma seleção de novos hotéis cinco estrelas

- Veja dicas do que fazer no Reino Unido

O espírito olímpico ainda não tomou conta das ruas londrinas, mas o setor hoteleiro da cidade já sente os primeiros efeitos dos Jogos de 2012: o aumento do número de hotéis, sobretudo os cinco estrelas. Entre as novidades, St. Pancras, Corinthia e 45 Park Lane, entre outros, ajudam a aumentar a oferta de luxo na capital britânica. Essa onda também é responsável pela reformulação de marcas tradicionais, como o Four Seasons e o centenário Savoy. Enquanto isso, em Paris, menos é mais. Mesmo com a chegada de duas marcas de peso, Mandarin Oriental e Shangri-La, a cidade testemunha o crescimento dos hotéis butique, com menos quartos e serviços mais personalizados. Em alguns, reserva só com indicação.

Arquitetura vitoriana e lustre de 1.001 cristais

De acordo com o Visit Britain, órgão de promoção turística do Reino Unido, Londres terá cerca de 123 mil quartos de hotéis quando as Olimpíadas de 2012 começarem, no dia 27 de julho do próximo ano. Desses, aproximadamente 13 mil foram ou serão construídos motivados pelos Jogos. Para se ter uma ideia da grandeza dos números, atualmente há na cidade do Rio cerca de 30 mil unidades e a meta para 2016 é chegar às 50 mil.

"O setor hoteleiro está aguardando com ansiedade a chegada dos Jogos de 2012. Com mais de 120 mil quartos na região de Londres e outros 75 mil em uma área de fácil acesso à capital, haverá boa quantidade de acomodações em variadas faixas de preços, embora a disponibilidade maior será, naturalmente, no centro de Londres e perto do Parque Olímpico", diz o gerente do Visit Britain na América Latina, Robin Johnson.

Um levantamento feito pela instituição diz que entre 2010 e 2012 terão sido abertos ou reabertos 27 hotéis em Londres. A maioria deles aproveitando prédios históricos. Um desses é o novo St. Pancras Renaissance Hotel, inaugurado mês passado no prédio da St. Pancras International, a estação do Eurostar, em King’s Cross, de onde partem os trens que ligam Londres à França e à Bélgica. A construção é um dos marcos da arquitetura vitoriana da segunda metade do século XIX. Construído em 1873, abrigou o Midland Grand Hotel, que fechou as portas nos anos 1930. Depois disso, o edifício passou a ser chamado de St. Pancras Chambers, usado apenas pela administração da linha férrea.

Para abrir as portas desse cinco estrelas do grupo Marriott foram necessários dez anos de trabalho e mais de 150 milhões de libras na recuperação do prédio, principalmente do seu interior, que teve boa parte da decoração original restaurada, com direito a escadarias pomposas e a paredes em cores chamativas. São 245 apartamentos, sendo 38 suítes, alguns com vista para as plataformas dos trens que atravessam o Canal da Mancha.

E a julgar pelo resultado, o investimento parece ter valido a pena. O hotel tem ambientes que mantiveram as características da antiga estação (paredes de tijolos aparentes, vigas de aço no teto), mas foram acrescentados toques de modernidade. Um exemplo é o restaurante do hotel. Capitaneado pelo chef Marcus Wareing, o Gilbert Scott Restaurant ocupa o hall de entrada original da construção. O detalhe mais curioso é o Booking Office Bar, construído na bilheteria original da estação.

Outro grande lançamento é o Corinthia Hotel, o primeiro em Londres da rede presente em países como Portugal, Malta, Rússia e Líbia. A ligação com este país (um terço da empresa pertence a um grupo de investimento líbio), aliás, causou problemas com a obra, por conta do embargo econômico imposto pelo Reino Unido ao regime de Muammar Kadafi. Superadas as polêmicas, o projeto de cerca de 250 milhões de libras saiu do papel. São 294 quartos (43 suítes). O novo hotel funciona num prédio centenário, do enorme The Metropole, que tinha 600 quartos, a poucos metros da Trafalgar Square. O luxo é evidenciado no lustre com 1.001 peças de cristal (batizado de Full Moon) no hall principal. Um spa e dois restaurantes completam o cardápio de opções.

Prevista para setembro deste ano, a inauguração do 45 Park Lane, na elegante Mayfair, vem sendo aguardada pelo setor hoteleiro londrino. Este novo cinco estrelas, da Dorchester Collection, terá apenas 45 quartos que pretendem combinar conforto e modernidade. O atendimento promete ser mais personalizado. A composição do minibar, por exemplo, poderá ser feita de acordo com os gostos do cliente. Além disso, todos os apartamentos terão vista para o Hyde Park.

Este boom, responsável pelo lançamento, nos últimos meses, de hotéis como o W London-Leicester Square e o Waldorf Astoria Syon Park está longe do fim. Em 2012 estão previstos mais lançamentos de peso, como o Shangri-La e o cinco estrelas da Bulgari. Em Londres, sempre há lugar para mais luxo.

Pierre-Yves Rochon renova dois endereços tradicionais

O espírito olímpico que fez crescer o número de opções de hospedagem em Londres atingiu também verdadeiras instituições hoteleiras da cidade, como os tradicionais Savoy e o Four Seasons, que reabriram suas portas nos últimos meses, após longos períodos de reformas.

No ano em que completa 50 temporadas, o Four Seasons aposta na modernização de suas instalações e em novos serviços para seus hóspedes. Após dois anos de uma ampla reformulação, o hotel está mais de acordo com as exigências dos hóspedes de hoje em dia, segundo a relações públicas Gerrie Pitt:

— A intensão principal era modernizar as instalações e tornar os serviços mais apropriados para as necessidades dos hóspedes. Quartos e suítes foram reformulados e estamos com um novo spa. Muita coisa mudou, mas sempre com a preocupação de manter os padrões de qualidades da marca Four Seasons.

O hotel passou de 217 para 192 o número de quartos, sendo 45 suítes. Com uma decoração clean e funcional, muitas vezes se tem a sensação de estar num escritório e não num quarto de hotel. O visual prossegue pelos corredores, sempre em tons pastéis e com grandes retratos em preto e branco de estrelas de cinema e da música dos anos 1950 e 1960, saídos dos arquivos da revista “Vanity Fair”. Em comum a quase todos os quartos, as belas vistas para o Hyde Park.

A localização, na valorizadíssima Park Lane, é um trunfo bem explorado. Prova disso é o novo spa, instalado no décimo (e mais alto) andar do prédio. A incrível vista para o parque torna uma visita às salas de tratamento, saunas, piscinas e até a academia de ginástica um programa melhor do que já seria normalmente. Esses ambientes contam com janelas panorâmicas que permitem belas vistas da região e de algumas das principais atrações de Londres, além de fornecer iluminação com luz natural.

O spa também funciona 24 horas por dia. A maioria dos serviços vai das 6h30m às 22h, mas as salas de relaxamento e a academia, por exemplo, podem ser usados por clientes com insônia, horários desajustados pelo jet lag ou por aqueles cujos quartos ainda não ficaram prontos. Estes podem, por exemplo, tomar ali o café da manhã. Os demais podem fazer a primeira refeição do dia no Amaranto, mais uma das novidades dessa nova fase do Four Seasons. Comandado pelo chef Adriano Cavagnini (ex-La Terrazza, do Hotel Eden, em Roma), o restaurante italiano serve todas as refeições e tem um acesso direto da rua. A área do bar, decorada com grandes placas de vidro nas cores verde, vermelho, azul e amarelo, é uma das mais atraentes.

A decoração contemporânea do Four Seasons, projetada pelo escritório do designer francês Pierre-Yves Rochon, contrasta com o estilo do Savoy, um ícone britânico desde 1889, que passou por uma reforma de dois anos que consumiu mais de 100 milhões de libras. Nem dá para imaginar que o projeto foi assinado pelo mesmo Rochon. Apesar de renovado, o hotel manteve importantes elementos do art déco da decoração original, promovendo uma espécie de viagem pelo tempo. São 268 quartos, a maioria com vistas espetaculares para o Rio Tâmisa. Após a reforma, novas suítes personalizadas, batizadas com nomes de hóspedes importantes, foram criadas. A principal delas, a suíte real, dobrou de tamanho.

A gastronomia também merece atenção especial neste “novo” Savoy. A começar pelo retorno do celebrado chef escocês Gordon Ramsay ao comando do The Savoy Grill. A reforma promoveu ainda a reabertura do tradicional River Restaurant. Tradição também não falta ao American Bar, outro ícone do hotel reaberto, que, apesar de modernizado, continua servindo as receitas que fizeram o nome de Harry Craddock o mais famoso da coquetelaria internacional dos anos 1920 e 1930. O Beaufort Bar, especializado em champanhe, completa a cartela de comes e bebes do hotel, que manteve o glamour de seu salão de banquetes.

Hotel tem Boulud e Blumenthal

No Mandarin Oriental de Londres, a novidade vem da cozinha. Ou melhor, das cozinhas. Há um ano, foi inaugurado no subsolo do hotel o Bar Boulud, primeiro restaurante na Europa do chef francês Daniel Boulud. Um andar acima está o Dinner by Heston Blumenthal, também primeiro restaurante do badalado chef na capital britânica, aberto em janeiro.

O Bar Boulud serve do café da manhã ao jantar, com cardápio de inspiração francesa. Mas um dos pratos mais pedidos é o hambúrguer especial do chef. Já o concorrido espaço de Blumenthal, chef do The Fat Duck (considerado um dos melhores restaurantes do mundo pela revista “Restaurant”), segue a tradição da culinária britânica. Sem abrir mão da inventividade, claro.

A gastronomia também terá destaque no MO de Paris, que será inaugurado na próxima terça-feira, com 138 quartos, na Rue Saint-Honoré, no coração da cidade. Os três restaurantes serão comandados pelo chef Thierry Marx.

Hotéis butiques conquistam mercado de luxo em Paris

Em Paris, de uns três anos para cá cresceu bastante a oferta de hotéis butique de alto padrão. São estabelecimentos pequenos, com quartos confortáveis, mas não muito grandes, e com ótima localização, como o 7 Eiffel, inaugurado em meados do ano passado.

Passei três noites deliciosas no 7 Eiffel, assim que ele abriu as portas. Quarto pequeno, mas muito confortável, com cama macia, muitos travesseiros, bom chuveiro, uma saleta junto ao closet com mesa de trabalho e até uma simpática varandinha. E internet rápida e grátis, o que é muito importante. Como sugere o nome, está localizado próximo ao monumento mais famoso da França, numa rua tranquila perto de ótimos bares e restaurantes, como a casa de caviar Petrossian. Aberto há cerca de um ano, o hotel já tem uma novidade fresquinha para este verão europeu: um terraço que parece delicioso, com mobiliário colorido, onde é possível tomar um café da manhã ou uma taça de champanhe durante a tarde — ou os dois juntos, por que não? Já fiquei com vontade de voltar...

Um indício de como anda aquecido o mercado de pequenos hotéis de luxo em Paris é a quantidade de hotéis membros da associação Epoque Hotels ( www.epoquehotels.com) na capital francesa: são nada menos que 23 estabelecimentos. A associação se destaca por acolher apenas hotéis butique dos mais variados segmentos, de resorts à beira-mar a castelos, em 48 países.

Um dos mais especiais desse grupo é o Keppler, um hotel moderno, com decoração quase toda em preto e branco e alguns elementos coloridos que dão vida aos ambientes. A suíte da cobertura é espetacular, ao nível dos grandes hotéis palácio: com aproximadamente 200 metros quadrados, tem duas suítes, sala de estar e belas vistas da cidade. No hotel, as diárias estão disponíveis a partir de 229 euros.

Outro lugar de destaque entre os integrantes da Epoque Hotels é o Seven, que explora na decoração a iluminação, usando luzes roxas e dando um ar ao mesmo tempo calmo e misterioso aos quartos. Essa atmosfera de leveza fica clara ao se reparar nas camas, suspensas, e nos nomes de cada categoria de quarto: levitação absoluta, perto das estrelas, banho suspenso... As suítes, por sua vez, todas assinadas por designers, seguem outra linha, com decoração diferente e temática: na Maria Antonieta, por exemplo, o ambiente é romântico, com almofadas coloridas, predominando o rosa, enquanto a 007 explora a luz baixa, criando um quarto sedutor que mistura móveis e objetos antigos com peças modernas. A Lovez-Vous foi pensada para casais, com um terracinho com uma hidromassagem para duas pessoas.

Outra corrente em Paris são hotéis tão exclusivos que não se pode fazer uma reserva sem indicação de alguém, como num clube, caso do Pourtalès, que tem apenas nove apartamentos decorados com obras de arte de Andy Warhol e Basquiat, entre outros nomes. Outro estabelecimento que segue essa linha é o La Reserve, na Place du Trocadéro, coladinho à Torre Eiffel, que pertence a Michel Reybier, dono de hotéis e vinícolas de luxo — é o mesmo grupo do Château Cos d’Estournel, um dos nomes mais aristocráticos de Bordeaux, por exemplo. Exclusivo, sim, mas não inacessível a quem não tem contato: dá para reservar pelo site por no mínimo três noites. Preço? A partir de 1.860 euros cada diária, num quarto de 150 metros quadrados. Há apartamentos com até 300 metros quadrados que custam 3.715 euros por noite. É como se fosse um hotel só de suítes presidenciais. E dá para se sentir em casa, no caso, uma mansão: todos os apartamentos têm cozinha e sala de jantar para, no mínimo, oito pessoas.

Já o Pourtalès, localizado no oitavo arrondissement, perto da Igreja de Madeleine, tem até um endereço na internet (www.pourtales.fr), mas exige uma senha para ser acessado. Até existe um telefone de contato. Tentei fazer uma reserva, mas a ligação cai sempre na caixa de mensagens. Até agora, não me ligaram de volta. Quem frequenta? Gente como Mick Jagger, Madonna, Prince, Jay Z, Brad Pitt, Tom Ford... Neste hotel sem lobby nem nome na fachada, os hóspedes organizam jantares e recepções em apartamentos espaçosos com mobília moderna e sóbria — e fazem isso de maneira discreta, o que é sempre mais difícil nos hotéis maiores da cidade.

Palácios franceses e asiáticos

Instalado num edifício histórico erguido no final do século XIX pelo sobrinho-neto de Napoleão Bonaparte, Roland, o Shangri-La Paris abriu suas portas em dezembro após uma cuidadosa reforma que manteve as características históricas do prédio, com detalhes que fazem referência à cultura oriental:

"Nossa missão é oferecer o melhor da tradição asiática em hospitalidade com savoir vivre francês", diz Alain Borgers, diretor-geral do hotel, que esteve no Rio recentemente em missão comercial da rede no Brasil.

Os detalhes são sutis e incluem interferências na decoração, como papéis de parede com motivos de árvores e pássaros que lembram o estilo oriental, assim como os estofados no lounge do restaurante La Bauhinia. A suíte imperial, nos antigos aposentos do príncipe Roland Bonaparte, é uma das áreas nobres do hotel, com janelões que se abrem para a Avenue d’Iéna. Não menos nobres são as vistas de outros pontos do hotel, com destaque para a suíte panorâmica, de cara para a Torre Eiffel.

Em resposta à chegada a Paris de redes como Shangri-La e Mandarin Oriental, e também à proliferação dos pequenos hotéis de charme, os endereços mais nobres da cidade estão se mexendo. Recentemente, foi lançada a classificação de hotel palácio, agora uma lista oficial, com oito integrantes na França, sendo qua$deles em Paris: Le Bristol, Le Meurice, Le Park Hyatt Paris Vendôme e Le Plaza Athénée.

O Bristol, por exemplo, está passando por mudanças sutis e renovando seu restaurante gastronômico, com três estrelas Michelin, que reabre em setembro. Há pouco mais de um ano, o hotel já tinha inaugurado uma nova ala, com 21 quartos e cinco suítes de luxo. As obras deram origem ao restaurante 114 Faubourg, aberto ao mesmo tempo, e que logo atraiu a atenção dos parisienses. Hoje essa brasserie chique e moderna vive lotada de artistas, estilistas e executivos. De um ano para cá, o Le Bristol também passou a promover degustações de vinhos gratuitas na primeira segunda-feira de cada mês e criou um blog dos seus concierges (www.lebristol parisconcierges.blog spot.com), com ótimas dicas de programas na cidade e de restaurantes, fugindo do óbvio. (Colaborou Cristina Massari)

SERVIÇO:

St. Pancras Renaissanse Hotel: Diárias a partir de 280 libras. Euston Road. Tel. 44 (0) 207-841-3540. marriott.com

Corinthia: Diárias a partir de 454 libras. Whitehall Place. Tel. 44 (0) 207-930-8181. corinthia.com

45 Park Lane: Diárias a partir de 395 libras. Park Lane 45. Tel. 44 (0) 207-493-4545. 45parklane.com

The Savoy: The Strand. Tel. 44 (0) 207-420-2300. Diárias a partir de 344 libras, por casal, sem café da manhã. www.fairmont.com/savoy

Four Seasons: Hamilton Place, Park Lane. Tel. 44 (0) 207-499-0888. Diárias a partir de 495 libras, por casal, sem café da manhã. www.fourseasons.com/london

Bar Boulud: www.danielnyc.com/barbouludLondon

Dinner by Heston Blumenthal: www.dinnerbyheston.com

MOParis: Diárias a partir de 500 euros. 251 Rue Saint-Honoré. Tel. 33 (0)170-98-7333. mandarinoriental.com/paris

7 Eiffel: Diárias a partir de 155 euros. Rue Amelie 17. Tel. (33) 1-4555-1001 www.hotel-7eiffel-paris.com

Hotel Seven: Diárias a partir de 177 euros. Rue de Berthollet 20. Tel.

Keppler: Diárias a partir de 229 euros. Rue Keppler 10. Tel.

La Reserve: Diárias a partir de 1.860 euros. Place du Trocadéro 10. Tel.

Shangri-La: Diárias a partir de 750 euros, para casal. Avenue d’Iéna 10. Tel.

Le Bristol: Diárias a partir de 800 euros. Rua du Faubourg Saint Honoré 112.









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